Sector studies and information

o mercado da compota

Portugal

Last update: 01/04/2021

Download the study in PDF format

Visão geral do mercado

1.1 Apresentação e definição

Uma compota, feita com açúcar, água e frutas, é um produto simples espalhado por todo o mundo com origens antigas. Dependendo da cultura e da geografia de uma população, a compota vai acompanhar diferentes refeições ou horários do dia.

A compota tem sido tradicionalmente associada com o início da manhã há algum tempo, mas hoje com o aumento progressivo de produtos substitutos para o pequeno almoço, a compota está lentamente perdendo seu público. Neste mercado muito maduro, os players históricos estão se esforçando para manter as suas quotas de mercado com base em produtos que são caracterizados por uma baixa e lenta taxa de inovação. 

No entanto, duas tendências recentes surgiram para as empresas se distinguirem:

  • A nível do produto: estamos a observar uma diminuição da quantidade de açúcar e o surgimento de produtos orgânicos.
  • Em termos de embalagem: os intervenientes estão empenhados em seduzir os consumidores com qualidade consistente e embalagens inovadoras.

Nos últimos 5 anos, a importação anual em volume de compotas cresceu 23% em Portugal. Por mais que não esteja entre os maiores mercados da Europa, os produtos portugueses chamam atenção internacionalmente no segmento artesanal e de alto valor agregado. Entretanto, há potencial para investir no setor orgânico e de pouco açúcar, aonde a demanda está a crescer e os consumidores estão mais dispostos a despender valores maiores.

Em portugal, os principais intervenientes deste mercado são os Supermercados com as suas marcas próprias, Empresas de compotas que vendem os seus produtos em supermercados e os fabricantes locais que vendem os seus produtos diretamente aos consumidores.

1.2 O mercado mundial

O mercado global de compotas, geleias e marmeladas deverá atingir 8,7 mil milhões de euros em 2021, com previsões de crescimento entre 3,2% [BusinessWire] e 3,6% [Mordor Intelligence] no período de 2019 - 2024. O EUA será o principal motor de crescimento durante o período, com uma taxa média de crescimento de 2,8% durante o período [Mordor Intelligence].

Importações e exportações

Durante o período de 2014 - 2018, os principais países importadores de compotas e geleias são a Alemanha e o EUA, ambos com um valor de 1,4 mil milhões de dólares ao longo do período.

No que diz respeito às exportações, a França está na liderança com um total de exportações de 1,9 mil milhões de dólares durante o período seguido pela Turquia (1,5 mil milhões) e Itália (1,3 mil milhões).

Principais países exportadores

Mundo, 2014-2018 cumulativo, mil milhões de dólares

Fonte: UN Comtrade

Principais países importadores

Mundo, 2014-2018 cumulativo, mil milhões de dólares

Fonte: UN Comtrade

 

1.3 Um mercado português muito pequeno

O valor do mercado português dos doces, compotas, geleias e marmelada é ainda muito pequeno. Com 185 empresas a operar na fabricação destes produtos em 2019, o valor total do volume de negócios das empresas neste sector foi de €15.6 milhões em 2019, quase 3% mais do que o ano anterior [INE]. 

Volume de negócios das empresas de Fabricação de doces, compotas, geleias e marmelada

Portugal, 2015-2019, em milhões de euros

Fonte: INE

Como se pode ver no gráfico de cima, entre 2016 e 2017, o valor do volume de negócios das empresas neste sector aumentou por 79%, mas desde então, o crescimento tem vindo a ser muito menor.

É importante ter em conta que a informação acima apenas considera empresas no fabrico destes produtos, pelo que as empresas que participam na distribuição e retalho destes produtos não são consideradas (embora muitos dos fabricantes sejam também distribuidores/retalhistas). No entanto, poderia esperar-se que o valor global do mercado (considerando todos os intervenientes) esteja a seguir a mesma tendência que se viu acima.

1.4 Comércio externo

Utilizando dados obtidos pela UN Comtrade com o código 2007 - "Doces, geleias de fruta, marmeladas, puré ou pastas de fruta ou de nozes, sendo preparações cozinhadas; com ou sem adição de açúcar ou outros edulcorantes", podemos ver a balança comercial externa de portugal.

Portugal é de longe um país que importa mais do que exporta, sendo as suas importações em 2020 (33,8 milhões de dólares americanos) quase 6 vezes maiores do que as suas exportações no mesmo ano (5,9 milhões de dólares americanos). No entanto, o valor das importações entre 2019 e 2020 diminuiu, enquanto que o valor das exportações parece estar bastante estável desde 2017 [UN Comtrade].

Balança comercial para o código 2007 (UN Comtrade)

Portugal, 2016-2020, em milhões de dólares americanos

Source: UN Comtrade

Em termos de importações, Portugal está muito dependente da Espanha e da França, que em conjunto representam quase 70% do total das importações destes produtos no país. Depois destes 2 países, há a Bélgica e a Alemanha, que contribuem com 9% e 7% respectivamente das importações totais de compotas, marmeladas e geleias de Portugal.

Principais origens de importação de compotas, marmeladas e geleias

Portugal, 2020, em % do valor total das importações

Fonte: UN Comtrade

Para as exportações, a Espanha e a França são também os principais parceiros portugueses, no entanto, a dependência nestes países é muito menor. Com a Espanha a representar 24% e a França 16%, estes países contribuem para apenas 40% das exportações totais de Portugal. Os EUA, Angola e Reino Unido são responsáveis por 12%, 8% e 6% das exportações portuguesas, respectivamente. 

Principais destinos das exportações de compotas, marmeladas e geleias

Portugal, 2020, em % do valor total das exportações

Fonte: UN Comtrade

Análise da Demanda

2.1 Os portugueses dão importância aos produtos nacionais

Considerando como os doces, compotas, geleias e marmeladas tendem a ser feitos a nível nacional (produzidos por pequenos produtores independentes), um grande determinante para a procura destes produtos é a procura de produtos produzidos a nível nacional em Portugal pelos consumidores.

Neste sentido, um estudo recente da Cetelem mostra a importância do consumo de produtos nacionais para os consumidores portugueses. De facto, das pessoas inquiridas neste estudo, 94% consideram que o consumo de produtos nacionais ou é prioritário ou importante. Apenas 3% das pessoas consideram que é de pouca importância.

Quão importante é o consumo de produtos nacionais?

Portugal, 2020, em % das pessoas inquiridas

Fonte: Cetelem

Além do mais, esta tendencia tem vindo a aumentar, já que 52% dos portugueses considera que o consumo de produtos nacionais é "um dever" em 2020, comparados com 45% em 2019 [TSF].

Em termos das razões pelas quais as pessoas consomem produtos nacionais, a razão mais popular é a promoção da criação de emprego (82%), seguida pela promoção do desenvolvimento económico (62%) e o facto dos produtos serem de melhor qualidade (57%) [Cetelem].

Razões pelas quais consumir produtos nacionais

Portugal, 2020, em % das pessoas inquiridas

Fonte: Cetelem

2.2 O consumo de açucar em Portugal

Os doces, compotas, geleias e marmeladas são produtos que caem na categoria de produtos doces. Portanto, outro factor que determinará a procura destes tipos de produtos é o consumo de açúcar pelos portugueses.

Em Portugal, são as crianças e os adolescentes (5-17 anos) que consumem mais açucar (aproximadamente 100 gramas por dia) [Public Health Nutrition].

Consumo de açúcar por idade

Portugal, 2019, em gramas por dia (g/d)

The population in different regions also have different sugar intakes. In Portugal, however, it seems as if sugar consumption is somewhat stable between the different regions, with just the population of the Madeira region having a considerably lower sugar intake than the other regions [Public Health Nutrition].

Consumo de açúcar por região

Portugal, 2019, em gramas por dia (g/d)

 

Estrutura do mercado

3.1 Um crescimento no número de fabricantes

Apesar da dimensão relativamente pequena do mercado dos doces, compotas, geleias e marmelada em Portugal, o número de fabricantes tem vindo a crescer de forma constante nos últimos anos. Com 185 produtores em 2019, este número cresceu 23% desde 2015 [INE].

Número de fabricantes de doces, compotas, geleias e marmeladas

Portugal, 2015-2019, em número de fabricantes

Fonte: INE

 

3.2 Um mercado dividido por regiões

O mercado português dos doces, compotas, geleias e marmelada está repartido pelas regiões diferentes do país. Isto é porque cada região tem ingredientes e matérias-primas pelas quais são conhecidas, por isso os doces, compotas e geleias tendem a ser produzidos com estes ingredientes locais.

O mapa abaixo mostra um mapa de Portugal com os frutos mais populares a serem produzidos em algumas regiões do país [Compal].

 

Mapa das Frutas de Portugal | Pomar Pedagógico

 

Pode-se portanto deduzir que a popularidade dos diferentes tipos de doces, compotas, geleias será diferente de região para região, dependendo de que frutos são aí produzidos.

3.3 Vários canais de distribuição

Enquanto a maioria dos artigos alimentares tende a ser distribuída principalmente por supermercados, doces, compotas, geleias e marmeladas seguem uma tendência um pouco diferente. Mesmo que estes continuem a ser distribuídos principalmente nos supermercados (em termos de volume de vendas), dada a natureza "regional" e artesanal destes produtos, os pequenos retalhistas regionais independentes têm também um papel importante neste mercado.

Para além disto, as feiras de produtos regionais também têm um papel importante na distribuição destes produtos [Roteiroseventos]. 

Análise da oferta

4.1 Distinguindo a oferta

Considerando como este mercado é composto por uma grande variação de produtos com características semelhantes, é importante que estes diferentes produtos possam ser distinguidos [Iguaria; DRE].

  • Conserva - Quando frutos, inteiros ou em pedaços, são preservados numa calda açucarada com o fim de evitar a deterioração. O fruto pode ou não ser cozinhado.
  • Compota - Feita com frutos ou vegetais inteiros ou em pedaços, cozido numa calda de açucar com outro líquido (pode ser água ou sumo de fruta), que ao cozinhar desfazem-se para ser consumidos como um puré.
  • Marmelada - O produto resultante da mistura homogénea e consistente obtida exclusivamente da cozedura do mesocarpo do marmelo com açúcares.
  • Geleia - Quando os frutos são cozidos com bastante líquido (normalmente sumo de fruta) e açucar, resultando numa consistência suficientemente gelificada.
  • Doce - Resultante da fervura de açúcar com um fruto que não se desfaz completamente. O produto final tende ter pequenos pedaços do fruto.

Em termos dos tipos de ingredientes utilizados para a produção destes produtos, abaixo estão alguns dos principais:

  • Frutos - Frutos frescos
  • Polpa de frutos - A parte comestível dos frutos depois de descascados e extraídas as sementes
  • Polme de frutos - A parte comestível dos frutos depois de descascados e extraídas as sementes, depois reduzida a pasta
  • Sumo de frutos - Produto líquido não fermentado, extraído por processos mecânicos de frutos sãos
  • Extracto aquoso de frutos - Produto líquido obtido de frutos, por tratamento com água
  • Açúcares - Existem várias variações deste produto; açucar branco, açúcar líquido, xarope de açúcar invertido, xarope de glucose, etc.

4.2 Uma oferta variada

Tal como foi anteriormente referido neste estudo, existe uma vasta gama de escolha de doces, compotas, geleias e marmeladas disponíveis no mercado, devido ao facto de existirem muitas variações destes produtos que podem ser produzidos.

Utilizando a oferta dos supermercados principais do país como uma representação do mercado, podemos ver como a oferta é variada;

 

Supermercado Marcas disponíveis
Pingo Doce Pingo Doce
Casa de Mateus
Quinta de Jugais
Dalfour
Sabores do Campo
Casa da Prisca
Predilecta
St. Dalfour
Continente Continente
Bonne Maman
Casa de Mateus
Casa da Prisca
Quinta de Jugais
St. Dalfour
Intermarché Bonne Maman
Casa de Mateus
Casa Prisca
Cem Porcento
Elodie
Paquito
PorSi
Quinta de Jugais
St. Dalfour
Terra de Sabores
Auchan Convento da Serra
Andros
Auchan
Bonne Maman
Casa da Prisca
Casa de Mateus
Cem Porcento
Good Good
Mackays
Quinta de Jugais
Quinta do Côro
St. Dalfour
Viver melhor

4.3 Análise dos preços

Os doces, compotas, geleias e marmeladas podem ser divididos em 3 grupos diferentes:

  • Produtos das marcas dos supermercados
  • Produtos de outras marcas vendidos nos supermercados
  • Produtos vendidos diretamente pelos fabricantes locais

Produtos das marcas dos supermercados

Aqui, nós podemos observar que todos os supermercados têm duas categorias destes produtos:

  • Produtos gama baixa
  • Produtos gama média/alta

Pode-se observar que os produtos de gama baixa tendem a ter um preço um pouco acima dos €3/kg. Os produtos de gama mais alta têm um preço por volta dos €9/kg.

 

Supermercado Produtos Tamanho Preço €/kg
Pingo Doce Doce de Abóbora Gila com Amêndoa 230g €1,99 €8,65
Doce de Morango sem Açúcar 245g €2,17 €8,86
Doce de Pêssego 355g €1,09 €3,07
Continente Doce Extra Mirtilos 375g €1,25 €3,33
Doce Tomate 250g €1,99 €7,96
Geleia de Morango 300g €2,49 €8,30
Intermarché

PorSi Bio doce de mirtilo 330g €1,89 €5,73
PorSi Select Doce de morango 200g €1,69 €8,45
Auchan Doce Extra 50% Frutos Auchan 4 Frutos Vermelhos 360g €1,19 €3,31
Doce Light 50% Frutos Auchan Morango 340g €1,29 €3,79
Doce De Morango Auchan Mmm! 220g €1,99 €9,05

Fonte: Sites dos supermercados

Produtos de outras marcas vendidos nos supermercados

Estes são globalmente mais caros do que os produtos das marcas dos supermercados. Aqui, o preço médio é por volta dos €11/kg, com o preço mais alto sendo €19,89/kg.

 

Marca Produtos Tamanho Preço €/kg
Casa de Mateus Doce de Morango 345g €2,49 €7,22
Doce de de Alperce 345g €2,39 €8,38
Doce Temporada Abóbora 325g €2,89 €8,26
Quinta de Jugais Doce de Abóbora com Amêndoa 280g €2,49 €8,89
Doce Maçã, Passas e Canela 180g €2,69 €14,94
Casa da Prisca Geleia Marmelo 250g €3,99 €15,96
Doce Frutos Vermelhos Tradicional 450g €4,44 €9,87
Doce Morango 90g €1,79 €19,89
Doce Tomate 250g €2,85 €11,40
Bonne Maman

Doce Laranja 370g €3,49 €9,43
Doce Intenso Alperce 235g €2,99 €12,72
St. Dalfour Doce de Framboesa e Romã 284g €3,49 €12,29
Doce Morango 500g €5,99 €11,98

Fonte: Pingo Doce

Produtos vendidos diretamente pelos fabricantes

Para estes produtos, é mais difícil obter os seus preços, dada a sua tendência para serem vendidos apenas localmente. No entanto, pode esperar-se que estes produtos tenham um preço mais elevado do que os mencionados anteriormente, dados os ingredientes utilizados e o processo de produção.

Regulamento

5.1 Regulamentos

Os regulamentos que regem a produção e distribuição dos produtos mencionados na parte 4.1 do presente estudo são indicados pelo Diário da República n.º 74/1984, Série I de 1984-03-28, Decreto-Lei n.º 97/84.

O regulamento pode ser dividido em partes diferentes, de acordo com os artigos:

  • Artigo 5 - Tratamento das matérias-primas
  • Artigo 7 - Acondicionamento
  • Artigo 9 - Denominação de venda
  • Artigo 10 - Lista de ingredientes
  • Artigo 11 - Outras menções obrigatórias

É de notar que estes são apenas alguns dos artigos que controlam a produção e distribuição dos produtos mencionados neste estudo. Para informações mais exaustivas, consulte a publicação do Diário da República.

 

Artigo 5 - Tratamento das matérias-primas

As matérias-primas utilizadas no fabrico dos produtos, com excepção dos açúcares, apenas podem sofrer os seguintes tratamentos:

  1. Pelo calor ou pelo frio;
  2. Liofilização;
  3. Concentração, na medida em que esta operação lhes seja adequada tecnicamente;
  4. Pelo dióxido de enxofre (E 220) ou seus sais indicados no quadro IV anexo a este diploma (E 221, E 222, E 223, E 224, E 226 e E 227);
  5. Pelos ácidos sórbico e benzóico e respectivos sais (E 200, E 201, E 202, E 203, E 210, E 211, E 212 e E 213), na polpa de marmelo destinada ao fabrico de marmelada.

No caso de damascos, ameixas e figos, os frutos destinados ao fabrico de doces que não sejam do tipo extra podem sofrer tratamento de desidratação diferente da liofilização.

Artigo 7 - Acondicionamento

Os produtos mencionados neste estudo só podem ser postos à venda e vendidos em embalagens de origem, adequadamente vedadas, de vidro ou outro material inócuo, inerte em relação ao conteúdo e impermeável, devendo, neste último caso, ser sujeitos à aprovação do Instituto da Qualidade Alimentar, ouvida a Direcção-Geral de Saúde.

Para o cumprimento deste disposto, os embaladores dos produtos abrangidos por este decreto podem exigir dos fornecedores das embalagens a apresentação de documento oficial comprovativo de que o material é próprio para o fim a que se destina.

Artigo 9 - Denominação de venda

A denominação de venda dos produtos mencionados neste estudo é completada pela indicação das espécies de frutos utilizados, por ordem decrescente da proporção ponderal no momento da sua incorporação. A indicação dos produtos poderá ser substituída pela menção «diversos frutos» ou pelo número de espécies de frutos utilizados, quando se trate de géneros alimentícios obtidos a partir de três ou mais espécies diferentes.

A denominação de venda deve incluir ainda a indicação dos aromatizantes extracto de baunilha, vanilina ou etilvanilina, sempre que eles tenham sido adicionados.

No caso de doces de ameixa ou de figo que tenham sofrido um tratamento de desidratação diferente da liofilização, a denominação de venda será «doce de ameixa seca» e «doce de figo seco».

Artigo 10 - Lista de ingredientes

Na lista de ingredientes devem ser mencionados todos os produtos utilizados, por ordem decrescente da proporção ponderal no momento da sua incorporação. Pode ser indicada na lista de ingredientes a designação genérica «frutos» quando o número de espécies destes for igual ou superior a 3.

Deve constar da lista de ingredientes a menção «sumo de beterraba vermelha para reforçar a coloração» sempre que o mesmo seja adicionado aos doces e geleias obtidos a partir de morango, framboesa, groselha ou ameixa.

A adição de ácido L-ascórbico (E 300) como aditivo não autoriza qualquer referência a «vitamina C» ou a «vitaminado». Além disso, o dióxido de enxofre utilizado pode não ser mencionado se o seu teor residual não ultrapassar 10 mg/kg no produto final.

A menção «damascos secos», «ameixas secas» ou «figos secos» deve ser indicada na lista dos ingredientes sempre que os frutos destinados ao fabrico de doce sejam dessas espécies e tenham sofrido um tratamento de desidratação diferente da liofilização.

Artigo 11 - Outras menções obrigatórias

Para além das menções constantes dos artigos anteriores, dos rótulos das embalagens devem ainda constar as seguintes menções:

  1. "Preparado com ... g de fruto por 100 g", sendo deduzido o peso da água empregada na preparação do extracto aquoso;
  2. "Teor total de açúcares, ... g por 100 g", indicando o valor refractométrico do produto final, determinado a 20ºC, mediante uma tolerância de (mais ou menos) 3% entre o valor refractométrico real e o apontado para os produtos adicionados de açúcar;
  3. A indicação do modo como a casca foi cortada, ou a ausência desta, conforme o caso, para a citrinada
  4. A menção "deve conservar-se no frigorífico depois de aberto", para os produtos cujo teor de resíduo seco solúvel seja inferior a 63%, que não contenham conservantes e sejam vendidos em quantidade superior à normalmente consumida de uma só vez.

Posicionamento dos jogadores

6.1 Segmentação

Segmentação Empresa Volume de negócios
Supermercados Pingo Doce €3.95 mil milhões (2019)
Continente €5.15 mil milhões (2020)
Intermarché €2.03 mil milhões (2018)
Auchan €1.83 mil milhões (2019)
Empresas de doces, compotas, geleias e marmelada Casa de Mateus N/A
Quinta de Jugais €18.87 milhões (2020)
Casa da Prisca €10.10 milhões (2020)
Bonne Maman N/A
St. Dalfour N/A

Companies

Continente

https://www.continente.pt/pt-pt/public/Pages/homepage.aspx

DUNS: N/A

Turnover: 3.95 billion € (2020)

Intermarché

https://www.intermarche.pt/

DUNS: N/A

Turnover: 2.03 billion € (2018)

Auchan

https://www.auchan.pt/Frontoffice/Flyers/Detail/FL_17671000

DUNS: N/A

Turnover: 1.83 billion € (2019)

Quinta de Jugais

http://www.jugais.com

DUNS: N/A

Turnover: 18.87 million € (2020)

Casa da Prisca

https://www.casadaprisca.pt/

DUNS: N/A

Turnover: 10.1 million € (2020)